Che fala ao povo
cubano na "Rádio Rebelde" durante a revolução TEXTO
ORIGINAL:
"Durante todos los meses... ya son dieciséis los meses que
llevamos en la Sierra Maestra, han venido periodistas de muchas
partes del mundo y se han preocupado de...digamos, la parte anecdótica
de esta guerra de guerrillas. Hoy aprovecho la oportunidad de la
visita de un periodista cubano para dar al pueblo de Cuba el primer
saludo que tengo oportunidad de dar. Un pueblo que he decidido
defender conociéndolo solamente a través de la acción y el
pensamiento de nuestro jefe, Fidel Castro." TRADUÇÃO:
Por todos os meses... nós havíamos ficado aqui em Sierra Maestra
por dezesseis meses... muitos jornalistas de todas as partes do
mundo vinham aqui e eles se preocupavam com... digamos, a parte
anedotal dessa guerra de guerrilhas. Hoje, eu aproveito a
oportunidade da visita de um jornalista cubano pra enviar a primeira
saudação que eu tive chance de mandar ao povo cubano. Pessoas que
eu decidi defender conhecendo apenas através dos pensamentos e ações
de nosso comandante, Fidel Castro."
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Che em entrevista com a
US-Television [1964]
TEXTO ORIGINAL:
"Lisa Howard: Así pues, Comandante Guevara,
tenemos la impresión de que dos de sus problemas más importantes
son esa dificultad a la hora de disciplinar al pueblo a un estado
comunista y una especie de asfixiante burocracia... Che: Nuestros
problemas ¿no? (asegurándose de que entendió bien) Lisa Howard: Sí
Che: Nuestros dos problemas principales son: el imperialismo y el
imperialismo. Entonces, después, pueden venir los demás. Pero
ahora le puedo contestar a la pregunta que usted me hace."
TRADUÇÃO:
"Lisa Howard: Então, Major Guevara, tem se apresentado para nós
que dois dos seus problemas essenciais são esta dificuldade de
disciplinar as pessoas ao estado comunista e um tipo de burocracia
sufocadora... Che: Nossos problemas, certo? (tendo certeza de que
havia entendido a pergunta devidamente). Lisa Howard: Sim. Che:
Nossos dois mais importantes problemas são o imperialismo e o
imperialismo. Por isto, o resto pode vir mais tarde. Mas, agora, eu
posso lhe dar uma resposta à pergunta que você faz."
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Che
discursa nas Nações Unidas [1964] TEXTO
ORIGINAL: "Esta epopeya que tenemos delante
la van a escribir las masas hambrientas de indios, de campesinos sin
tierra, de obreros explotados. La van a escribir las masas
progresistas, los intelectuales honestos y brillantes que tanto
abundan en nuestras sufridas tierras de América Latina." TRADUÇÃO:
"O conjunto épico das operações militares em nossa frente,
será escrito por massas de índios famintos, de lavradores sem
terras, de trabalhadores explorados. Será escrito pelas massas
progressivas, os honestos e brilhantes intelectuais que são
abundantes em nossa extensa sofredora terra da América
Latina."
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Che discursa
para a juventude cubana sobre a importância dos estudos
TEXTO
ORIGINAL: "Los
jóvenes... yo entre ellos... tenemos que estudiar y estudiar
fuerte. Para nosotros no hay eso de que la vista me duele, que no me
entra la lectura, que se me cansa, que no hay espejuelos, que tengo
muchas guardias, que los niños no me dejan dormir... todas esas
cuestiones, todas esas cosas que andan por ahí sueltas. Hay que
estudiar de todas todas." TRADUÇÃO:
"Os jovens... e eu me vejo como um... nós
precisamos estudar e estudar pesado. Nós não devemos dizer que
meus olhos ardem ou que eu não gosto de ler, que eu fico cansado,
que não há óculos, que eu tenho muita vigia, que as crianças não
me deixam dormir... todas essas coisas que as pessoas levantam. Nós
precisamos estudar por todos os meios."
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Che fala sobre a situação
em Congo em 1965, onde pára-quedistas franceses atacaram
Stanleyville, para derrubar o presidente socialista Lumumba e sobre
a crueldade do imperialismo TEXTO
ORIGINAL: "Tomaron
por asalto la ciudad de Stanleyville, masacraron una cantidad grande
de ciudadanos y, como acto último, después de haberlos ultimado
bajo la estatua del prócer Lumumba, volaron la estatua del
ex-presidente del Congo. Eso nos indica a nosotros dos cosas.
Primero, la bestialidad imperialista... bestialidad que no tiene una
frontera determinada ni pertenece a un país determinado. Bestias
fueron las hordas hitleristas, como bestias son los norteamericanos
hoy, como bestias son los paracaidistas belgas, como bestias fueron
los imperialistas franceses en Argelia. Porque es la naturaleza del
imperialismo la que bestializa a os hombres, la que los convierte en
fieras sedientas de sangre que están dispuestas a degollar,
asesinar, a destruir hasta la última imagen de un revolucionario,
de un partidario de un régimen que haya caído bajo su bota o que
luche por su libertad." TRADUÇÃO:
"Eles invadiram a cidade de Stanleyville, eles
massacraram muitos cidadãos, e, como ato final, depois de matar as
pessoas bem ao lado da estátua do digno Lumumba, eles explodiram a
estátua do presidente formador do Congo. Isso nos mostra duas
coisas. Primeiro, a crueldade do imperialismo. Uma crueldade que não
tem fronteiras e não pertence a nenhum país em particular. As
multidões hitlerianas eram animais, da mesma forma que os norte
americanos são animais agora e os pára-quedistas belgas eram
animais também assim como os franceses foram animais na Algéria.
Porque essa é a natureza do imperialismo que faz as pessoas se
tornarem animais com sede de sangue, dispostos a decapitar, a
massacrar, a destruir até mesmo a última imagem de um revolucionário,
de um defensor de um governo subjugado ou de um batalhador pela
liberdade do país."
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Fidel
discursa sobre Che após a morte deste TEXTO
ORIGINAL:
"Si queremos expresar cómo queremos que sean los
hombres de las futurasgeneraciones, debemos decir: que sean como El
Che. Si queremos decir cómo deseamos que se eduquen nuestros niños,
debemos decir sin vacilación: queremos que se eduquen en el espíritu
del Che." TRADUÇÃO:
"Se nós quisermos expressar como queremos que os homens sejam
no futuro, devemos dizer: nós queremos que eles sejam como Che. Se
nós quisermos dizer como queremos que nossas crianças sejam
educadas, devemos dizer sem hesitação: queremos que eles cresçam
no espírito de Che."
Cartas
Aos filhos:
Queridos
Hildita, Aleidita, Camilo, Célia e Ernesto:
Se
alguma vez tiverem que ler esta carta, será porque eu não estarei
mais entre vocês. Quase não se lembraram de mim e os mais pequenos
não recordarão nada. O pai de voçês tem sido um homem que atua,
e certamente, leal a suas convicções. Cresçam como bons
revolucionários. Estudem bastante para poder dominar as técnicas
que permitem dominar a natureza. Sobretudo, sejam sempre capazes de
sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer
pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de
um revolucionário. Até sempre, meus filhos. Espero vê-los, ainda.
Um beijão e um abraço do Papai.
Ao Fidel Castro:
Até
a vitória, sempre!
Lembro-me
nesta hora de muitas coisas, de quando te conheci na casa de Maria
Antonia, de quando tu me propuseste vir , de toda a tensão dos
preparativos.
Um
dia vieram perguntar a quem devia avisar em caso de morte e a
possibilidade real do fato nos golpeou a todos. Depois, soubemos que
era certo, que numa revolução (verdadeira) ou se triunfa ou se
morre. Muitos companheiros ficaram pelo caminho em direção à vitória.
Hoje,
tudo tem um tom menos dramático, porque somos mais maduros, mas o
fato se repete. Sinto que cumpri a parte do meu dever que me ligava
à revolução cubana em seu território, e me despeço de ti, dos
meus companheiros, do teu povo, que já é meu.
Faço
uma renúncia formal a meus cargos na direção do partido, da minha
função ministro, do meu grau de Comandante, da minha condição de
cubano. Nada legal me liga a Cuba, a não ser laços de outra
natureza que não se cortam com as nomeações.
Rememorando
minha vida passada, penso ter trabalhado com suficiente honradez e
dedicação para consolidar o triunfo revoluvionário. Minha única
falha de certa gravidade foi a de não ter confiado em ti desde os
primeiros momentos da Sierra Maestra e de não haver compreendido
com suficiente rapidez tuas qualidades de condutor e de revolucionário.
Vivi.
A sua filha mais
nova:
"Minha
querida filhinha, minha pequena Mão, você não sabe como é difícil
o mundo em que você vai ter que viver. Quando você crescer, esse
continente inteiro, e talvez o mundo inteiro, estará lutando contra
o grande inimigo, o imperialismo ianque. Você também vai ter que
lutar. Eu posso não estar mais aqui, mas a luta incendiará o
continente"
A seus pais:
Queridos
viejos:
Uma
vez mais sinto sob os calcanhares as costelas de Rocinante. Retorno
para a estrada com o escudo no braço. Nada de especial mudou,
exceto que estou mais cônscio, meu marxismo está mais arraigado e
mais cristalizado. Creio na luta armada como única solução para
os povos que lutam para se libertarem e sou coerente com minhas crenças.
Muitos me chamarão de aventureiro, e o sou, mas de um tipo
diferente, sou daqueles que colocam a vida em jogo para demonstrar
as suas verdades.
É
possível que esta seja definitiva. Não estou buscando por ela, mas
está dentro dos cálculos lógicos das probabilidades. Se tiver que
ser, então este é o meu último abraço.
Amei-os
muito, só que não soube mostrar o meu amor. Sou extremamente rígido
em meus atos e creio que houve ocasiões em que vocês não me
entenderam. Por outro lado, não era fácil entender-me (...).Agora,
a força de vontade que aprimorei com o deleite de um artista levará
para diante minhas pernas fracas e meus pulmões cansados. Vou
conseguir.
Lembrem-se
de vez em quando deste pequeno condottiere do século XX (...).Para
vocês, um abraço grande e apertado de um reca